quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Panorama Politico

Acima de tudo.... "XU"


Semana marcada pela atualidade política, vê-se pouco, ou fomo-nos habituando a ver pouco este tipo de "noticias emocionais", faz parecer que estamos num estádio de futebol a torcer pelo nosso clube e ficamos, muito aborrecidos quando o árbitro marca um fora de jogo que não é, tal como aconteceu à PaF que era governo e agora não é.






Será correto termos apenas uma visão para uma direção? será correto termos uma visão para outras direções? não nos considerariam um "sem personalidade"?
            Temo que nos tempos que correm, sejamos "obrigados" a tomar um partido, senão, de imediato somos ostracizados, encostados para canto, com a justificação "...tu não percebes nada de nada". Claro está, não temos de perceber tudo de tudo.

            O facto de não sermos moderados leva-nos a extremismos, sim é uma verdade "lapalissiana" quer seja, para um lado, quer seja para o outro, o extremamente a favor ou o extremamente contra.
            Como nos entendermos nesse meio? Não creio que haja entendimentos, há cisões, há opiniões separatistas de conflito direto e pessoal, claro está, que esse conflito verificado, a nível de estudo do comportamento humano, é algo muito valioso, algo muito positivo de ser observado, e conclusões muito interessante se tiram daí. O chamado "brainstorming conflitual". 

            Porquê usar esta expressão? Vamos até ao século XX, mais precisamente a 1939, quando surgiu uma necessidade de ... alterar as regras das opiniões individuais no desenvolvimento de um determinado departamento, de uma empresa, e usar regras na troca de ideias coletivas, o que trouxe isso? Uma capacidade que individualmente existia mas...  que não era notória na altura do desenvolvimento da equipa e do conhecimento mais profundo das pessoas que trabalhavam na mesma empresa e que, se calhar, até se conheciam mal, fez com que, com o contributo de todos se chegasse a uma boa conclusão para todos, para o seu desenvolvimento enquanto equipa.
           Quem tem essa capacidade de hoje em dia, entrar em conflito direto e ser moderado? quem tem a mais-valia de ouvir tudo o que o outro tem a dizer e saber no tempo certo, responder com educação, com moderação e argumentação valida?
Ficamos calados, ficamos ofendidos, e sentimo-nos incapazes de resolver uma questão conflitual.


terça-feira, 21 de abril de 2015

Partilha

Diz-se muito que o ser humano existe, porque partilha.

O existe tem a ver com o completar das suas necessidades, o existe tem a ver com as sensações que tem quando interage com outra pessoa, sendo amigo, conhecido, companheiro, o existe tem a ver com o facto de recebermos feedback, algo que nos informa, que nos faz observar, algo que nos toca, quer seja na pele, quer seja na memória, nas emoções.
O partilhar algo que faz, o partilhar algo que inventa, o partilhar algo em que participa, nem todos o sabem fazer, nem todos sabem o que é.

Sentimo-nos seres humanos, quando as nossas emoções relativamente à nossa pessoa são satisfeitas. Sentimo-nos seres humanos, quando os nossos objetivos são concretizados. Sentimo-nos seres humanos quando o sabor da concretização é mais forte que o sabor do caminho que a fez chegar até lá.




Afinal estou só a partilhar o que "eu fiz", claro que é bom o que "eu" fiz, contudo o que eu faço nada serve, se nao for feito com a abrangência de ser uma coisa, para todos ser uma coisa para a comunidade, o grupo, o coletivo. Bonito dizer-se isso, bonito sentir-se isso, mas a realidade é que o que nos rodeia é "muito eu", que é escondido com o facto de "eu faço o bem". Certamente que o enganar-se a si proprio é tão grave como o demonstrar uma "doença" como sendo um vício que não se consegue controlar. A partir do momento em que se engana a si próprio o ser humano entra numa montanha russa por vezes é mais simples, outras vezes e nas descidas a pique, é mais dificil controlar esse vício.